Nos dias 19, 20 e 21 deste mês os alunos do ensino secundário tiveram a oportunidade de reflectirem nas várias realidades de pobreza existentes no nosso mundo e na importância do voluntariado como arma para a sua erradicação, através do projecto "Age(nda) a partir de ti!" dos Leigos Boa Nova.
“Age(nda) a partir de ti!” é um projecto de Educação para o desenvolvimento integralmente financiado pela Fundação EDP para ser implementado principalmente em escolas e paróquias que tem como objectivo principal sensibilizar para a luta contra as diversas formas de pobreza existentes no nosso mundo.
Tendo como recursos materiais uma exposição de 12 fotografias de pobreza de vários contextos culturais (que correspondem a cada mês de um ano), um pequeno filme sobre a importância do voluntariado na erradicação da pobreza e na felicidade do ser humano, e uma agenda, este projecto quer levar os adolescentes e jovens a participarem de alguma forma no desenvolvimento dos povos dos países subdesenvolvidos.
No “Age(nda)” há o imperativo da acção (age) dependente da identidade do ser humano (adn) e urgente (agenda). Por isso, cada acção é única e irrepetível assim como como cada ser humano é único e irrepetível. Só há um caminho: o compromisso concreto e atempado de todos nesta luta. Este projecto surgiu no seguimento de outros projectos de educação para o desenvolvimento que a OMAS/ Leigos Boa Nova ao longo dos anos tem vindo a realizar tais como: “Profissão Cidadãos” e “Estamos Contigo”.
A finalidade genuína do sistema económico é produzir bens e serviços para satisfazer as necessidades humanas. Como actividade profundamente humana, a economia precisa da ética. Afirma o II Concílio do Vaticano que “o ser humano é o protagonista, o centro e o fim de toda a vida económico-social”, pelo que “também na vida económica e social se devem respeitar a dignidade e a vocação integral da pessoa humana e o bem de toda a sociedade” (GS 63). Por outras palavras, no centro do sistema económico devem estar os valores fundamentais do ser humano, porque o sentido da ética é precisamente ajudar a ser mais. Porque ética e economia não podem percorrer caminhos divergentes, o Papa Pio XI afirmou, já em 1931, que a economia e a moral se regulam por princípios próprios, mas é errado julgar que a ordem económica e a moral devem viver separadas. As leis económicas determinam quais os fins da actividade humana, bem como os meios que deve usar para os conseguir, enquanto a ética nos orienta para o fim supremo (cf. QA 42-3). Nesta linha de pensamento, João Paulo II afirmou: “O mundo de hoje está cada vez mais consciente de que a solução dos graves problemas nacionais e internacionais não é apenas uma questão de produção económica ou de uma organização jurídica ou social, mas requer valores ético-religiosos específicos, bem como mudanças de mentalidade, de com-portamentos e de estruturas. A Igreja sente-se particularmente responsável por oferecer este contributo” (CA 60).
Texto retirado do manual do aluno do 10.º ano de EMRC – UL 3 – “Ética e Economia”
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar É como morrer de sede no meio do mar e afogar Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta Vocês não ouvem o grito da minha revolta Choro a rir, isto é mais forte do que pensei Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado Vagueio sem destino nem sei se estou acordado O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha Às vezes penso se algum dia serei feliz Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…
Chorei Mas não sei se alguém me ouviu E não sei se quem me viu Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde Vou ser forte e vou-me erguer E ter coragem de querer Não ceder, nem desistir eu prometo Busquei Nas palavras o conforto Dancei no silêncio morto E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde Vou ser forte e vou-me erguer E ter coragem de querer Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui Se dependesse de mim teria ficado onde estava Onde não pensava, não existia e não chorava Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo Às vezes penso que passo tempo demais comigo Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim? Alguém me diga porque me sinto assim Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso Mostrem-me a saída deste abismo imenso Pergunto-me se algum dia serei feliz Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…
Blog da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica do Colégio de S. Gonçalo, Amarante. Espaço de reflexão e partilha, cultivando uma Vida com Sentido em cada coração.